O livro, como um livro, pertence ao autor, mas como um pensamento, ele pertence - a palavra não é tão vasta - à humanidade como um todo. Todas as pessoas possuem este direito. Se um desses dois direitos, o direito do escritor e o direito do espírito humano, tiver que ser sacrificado, certamente o direito do escritor seria o escolhido porque o interesse público é a nossa única preocupação, e todos, eu vos digo, devem vir antes de nós."
-- Victor Hugo, Discurso de Abertura do Congresso Literário Internacional de 1878.
"Nossos mercados, nossa democracia, nossa ciência, nossas tradições de livre de expressão e toda nossa arte dependem mais fortemente de um material disponível livremente em Domínio Público do que de obras protegidas por direitos patrimoniais. O Domínio Público não é um resíduo deixado para trás quando todas as coisas boas já foram tomadas pelo direito de propriedade. O Domínio Público é compõe a estrutura que suporta a construção da nossa cultura. Ele é, na verdade, a maior parte da nossa cultura."
-- James Boyle, O Domínio Público, p.40f, 2008

by Donato Azevedo (noreply@blogger.com) at January 27, 2010 09:35 PM
by Donato Azevedo (noreply@blogger.com) at January 27, 2010 09:30 PM
by Donato Azevedo (noreply@blogger.com) at January 27, 2010 09:18 PM
A Academia Sueca citou a importância de Elinor "por sua análise da governança econômica", dizendo que seu trabalho demonstrou como a propriedade comum pode ser gerenciada com sucesso por associações.
Elinor Ostrom desafiou o conhecimento convencional com estudos
demonstrando que propriedades administradas por usuários, como áreas
madeireiras e ativos de pesca, eram frequentemente melhor administradas
do que as teorias padrão previam.
A visão anteriormente aceita era de que a propriedade comum era mal gerenciada e deveria ser centralmente regulada ou privatizada.
Por isto que soluções como Lawrence Lessig, um dos fundadores do
Creative Commons e professor de direito na faculdade de Stanford são
reconhecidas hoje como alternativas a mercados que se baseam em criar
riquezas com o processo de patentes.
Isto prova que uma análise econômica pode trazer mais clareza para a maioria das formas de
organização social, e que devemos nos atentar as questões de valores e principios em uma sociedade. Valorizar o que realmente o é de utilidade para evolução da sociedade, e não mercados que são criados para atrapalhar a evolução e manter um monopolio perigoso.
MOTIVAÇÃO
Ontem em casa e com amigos discuti ferverosamente por horas sobre a questão, e estou elaborando o primeiro rascunho das minhas conclusões aqui.
O QUE SÃO ?
Uma AÇÃO AFIRMATIVA significa que é uma medida temporaria elaborada pelo governo com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas. Portanto, elas visam combater este efeito acumulado em virtude das discriminações ocorridas no passado.
A justificativa do sistema de cotas é que certos grupos especificos, em razão de algum processo histórico depreciativo, teriam maior dificuldade para aproveitarem as oportunidades do mercado, e consequentemente serem DISCRIMINADOS nas suas INTERAÇÕES com a sociedade.
Historicamente no Brasil, podemos atribuir que este tipo de estudo por parte do governo se iniciou no mandato do Fernando Henrique Cardoso, no ano de 1995 pelo 'GTI' - Grupo de trabalho Interdisciplinar.
No Brasil, a DISCRIMINAÇÃO POSITIVA teve na constituição sua primeira lei criada para reservar um percentual de cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência.
Isto marcou no Brasil, o primeiro inicio de reserva de vagas para um grupo especifico, logo depois, no ano 2000, o Rio de Janeiro adotou cotas para 50% das vagas a universidades estaduais para estudantes das redes publicas e municipais.
A lei criada em 2004 institui o sistema de cotas para estudantes denominados "negros" ou "pardos", com um percentual de 40% das vagas de universidades estaduais do Rio de Janeiro.
Outras universidades aderiram ao sistema por conta própria, como a UNB (Universidade de Brasilia) e a UNEB (Universidade do estado da Bahia) tendo como criterios os indicadores socio-economico, ou cor ou "raça" do individuo.
IMPORTÂNCIA DA DISCUSSÃO
Provocar esta discussão já é um tanto válido para sociedade, sem esta ação "polêmica" talvez a sociedade nunca iria refletir da forma que esta sobre a questão, a evolução deste debate é que independente do ponto de vista, o objetivo de ambos os grupos (favor e os contras) é atacar o problema na base, o que difere é o 'timing' basicamente.
ARGUMENTAÇÕES CONTRA >>
As cotas raciais não é a solução para consertar a história cometendo outro "erro", e o principal motivo é que se deve atacar o problema pela base, e não pelas consequencias, ou seja, o investimento e o plano deve ser na base fundamental e não na universidade, pois desta forma você esta gerando um novo problema, no lugar de resolver.
Existem muitas falhas para definicação se uma pessoa é de cor 'negra' ou não, um caso famoso que ilustrou este problema foi em 2007 na Universidade de Brasilia, no qual dois irmãos gêmeos univitelinos foram classificados como sendo de raças diferentes.
ARGUMENTAÇÕES À FAVOR >>
O Brasil tem uma história de divida com vários grupos na sociedade, se destacando porcentuamente ao grupo dos negros, devido a herança de desigualdade, racismo que transcorreu por toda sua história e acabando pela lei há não mais do que 20 anos.
A falta de recursos para a inclusão deste grupo na sociedade é um problema grave, pois podemos atualizar a lei e dizer que todos são iguais hoje, mas históricamente eles nunca tiverem amparo para conquistar esta igualdade na prática, principalmente no mercado de trabalho, ou seja os "não-negros" começaram com o histórico de educação, saúde e oportunidades, e os negros começariam ali a sua historia.
IGUALDADE é muito importante, porém estes reparos devem ser feitos para que a igualdade EXISTA DE FATO, sem uma ação afirmativa é praticamente impossivel mudar isto, vide historicamente ações afirmativas executada pelos Estados Unidos e na Europa.
O sistema de cotas deve ser uma AÇÃO AFIRMATIVA, deve ser aplicada por um tempo DETERMINADO, é só surtir efeito com uma AÇÃO EM CONJUNTO, atacando o problema na sua raiz, via de regra nenhum problema foge da deficiência das estruturas de BASE, como educação, distribuição de renda, falta de oportunidade e etc.
Sem a intervenção do estado, é impossivel atingir graus de INCLUSÃO RACIAL maiores, para muitas pessoas poderiamos esperar cem anos para fazer isto, pois só se resolve se atacando a base do problema, ou seja, se CONTINUAR COMO ESTA é melhor, pois só executar da forma "100% JUSTA", é que vale apena, este é um tipico caso da diferença entre o cowboy e o cientista, da pratica e da teoria, e etc, etc...
Melhorar o ensino fundamental no Brasil é FUNDAMENTAL, porem é conhecido o problema de viabilização politica de todo o ensino fundamental hoje, alguns estados como São Paulo já estão mudando muito com ações eficazes para isto, porém esta mudança com otismo deve demorar no minimo 20 a 30 anos.
Mudar o ensino fundamental no Brasil todo deve ser uma prioridade CONSTANTE nos próximos mandatos de nossos governantes, porém a sociedade precisa efetivamente cobrar, por que dificilmente um governo só conseguirá reverter este efeito pelo tempo em relação ao tamanho do problema que hoje é.
O que se deve atentar não é à igualdade perante a lei, mas o direito à
igualdade mediante a eliminação das desigualdades, o que impõe que se
estabeleçam diferenciações específicas como única forma de dar
efetividade ao preceito isonômico consagrado na Constituição.
Não deixe de ler um manifesto criado por vários intelectuais chamado "Manifesto em favor da lei de Cotas" no qual você pode ler uma cópia dele aqui:
http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&task=view&id=430&Itemid=82
Um trecho (último paragrafo) do manifesto:
"Rejeitar simultaneamente a Lei de Cotas e o Estatuto da Igualdade Racial significa aceitar a continuidade do quadro atual de desigualdade racial e de genocídio e adiar sine die o momento em que o Estado brasileiro consiga nivelar as oportunidades entre negros, brancos e indígenas, momento esse que pode tardar, quem sabe, mais cem anos. Por outro lado, são os dados oficiais do governo que expressam, sem sombra de dúvida, a necessidade urgente de ações afirmativas: ou adotamos cotas e implementamos o Estatuto, ou seremos coniventes com a perpetuação do nosso racismo e do nosso genocídio."
REFERENCIAS
DIEESE, MAPA DA POPULAÇÃO NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO - http://www.dieese.org.br/esp/negro.xml
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro - http://www.alerj.rj.gov.br/processo2.htm
MENSAGEM >>
E você ? O que você esta fazendo para contribuir com isto como cidadão ?
MiniPerl6 (mp6) is a subset of Perl 6, which was designed as a light bootstrapping language.
Changelog for version 3.0:
- Go language backend; using Go: http://golang.org/
- Java-class backend; using Rhino: http://www.mozilla.org/rhino
- util/mp6.pl - compiler command line script written in MiniPerl6
- new repository at http://github.com/fglock/Perlito
- new web page at http://www.perlito.org/ created by nferraz (Nelson Ferraz)
Enjoy!
- Flávio S. Glock (fglock)
I've been working on the "Go language" backend for Perlito miniperl6 for about 2 weeks now.
Yesterday I implemented functions and namespaces, and today I've got methods working. With some more work, Perlito should bootstrap in Go.
There is no command line script yet - I'm using this ugly line for tests (this compiles and runs the method tests):
$ perl mp6-go.pl < t/11-bind-method-param.t > x1.go && cat lib/MiniPerl6/Go/Runtime.go x1.go > x.go && time ( rm x.6 ; rm ./6.out ; 6g x.go ; 6l x.6 ; ./6.out )
New urls:
Perlito now has a site http://www.perlito.org, created and maintained by Nelson Ferraz (NFERRAZ).
Yesterday I created a github account. The new Perlito commits are now going to http://github.com/fglock/Perlito
E algumas variáveis sobre o mesmo tema.
Eu já tinha dessa impressão, mas depois deste fim de semana, tenho certeza. O problema de Barrichello não é ele, não são seus carros, não são seus companheiros de equipe. O problema de Barrichello é a TV Globo.
E por que a Globo, e não toda a mídia? Porque não se deve ter nenhuma ilusão. A imensa maioria das pessoas no Brasil só se informa sobre F-1 pela Globo. "Se informa" é um eufemismo, melhor corrigir. Digamos que a cultura de F-1 que a imensa maioria das pessoas tem no Brasil vem daquilo que a Globo diz.
E a Globo só diz besteira. A cultura de F-1 do brasileiro médio é zero, talhada pelas cascatas globais.
Barrichello não fez nada de errado ontem, não errou ao tentar a pole com o carro mais leve, não teve azar nenhum, não foi cagado. Mas a histeria global, martelada dia após dia -- e quando a corrida é no Brasil, e ele está na pole, chega a ser quase uma lavagem cerebral, uma lobotomia --, faz com que o público aqui acredite que Rubinho do Brasil tem a obrigação de ganhar, e se não ganhar, das duas uma: ou sacanearam com ele, ou é um cagado que não tem mais jeito.
As pessoas veem uma corrida de F-1 aqui com zero de informação honesta. Ontem, depois de dez voltas já era possível afirmar que Rubens não venceria a prova. Simples: não abria de Webber e iria parar cinco voltas antes nos boxes. Cinco voltas, com um carro mais rápido e cada vez mais leve, seriam mais do que suficientes para Webber voltar à sua frente do pit stop. E Kubica, também. Ambos passaram.
Rubens apostou no clima instável de São Paulo, no que fez muito bem. Larga na pole, pula na frente, vai que chove no início, todos têm de parar, a vantagem do carro mais pesado é anulada. Ou, ainda: acontece alguma merda atrás dele, Webber se enrosca, Kubica bate, fica para trás, e a vantagem é igualmente anulada.
Mas há uma desonestidade editorial clara naquilo que a Globo faz, alimentando uma expectativa que não poderá ser cumprida. Porque corrida de carro é muito mais do que essa gritaria de "Vâmo, Rubinho!", "Não erra agora, Rubinho!", "Acelera, Rubinho!". Corrida de carro tem lógica, é matemática, e quem mostra um evento desses a milhões de pessoas tem a obrigação de ser honesto.
Porque se não for, as pessoas não têm elementos para entender a derrota. E se amparam na explicação que está à mão: o cara é cagado, dá azar, não vai ganhar nunca. Ou, ainda: furaram o pneu dele de propósito.
E, aí, vai-se criando a fama, dia após dia, de perdedor, azarado, cagado. Uma farsa, uma mentira. A TV mente o tempo todo. Foi assim nos anos pós-Senna, em que Barrichello, de Jordan ou Stewart, não tinha a menor chance de ganhar uma corrida, embora a TV dissesse o contrário. Porque corria contra Williams, Ferrari, McLaren, Benetton. Depois, na Ferrari, a venda de ilusões baratas era igualmente cruel, porque contra um piloto como Schumacher, Barrichello jamais seria campeão. Não seria porque Schumacher era muito melhor. Se eu for companheiro de Barrichello numa corrida de qualquer coisa, não terei chance alguma de andar na frente dele. Deem um kart para ele e outro para mim, e ele vai chegar na frente todas as vezes. Entreguem um Lada igualzinho ao meu, e não vou ser mais rápido que ele nunca, em nenhuma volta.
Mas a Globo vende a esperança, porque acha que as pessoas só vão se interessar por seu evento se houver a chance de um brasileiro vencer, mesmo se for uma mentira deslavada, como na maioria das vezes. É um engodo, e uma sacanagem com o piloto. A expectativa que se cria por seus resultados é criada na TV. OK, muitas vezes Rubens embarcou na onda, mas é o menor dos culpados.
Se a TV não se dedicasse tanto a iludir seus telespectadores tratados como otários, Barrichello não seria zoado como é há anos, pela Globo inclusive. Poderia conduzir sua carreira com mais tranquilidade e serenidade. Ele não tem a obrigação de vencer por ninguém, pelo povo, pelo país. Tem obrigação de trabalhar direito para quem lhe paga, e por ele mesmo.
Um dia depois de uma corrida normal, na qual fez o que podia fazer dentro dos limites de seu carro e de seu talento, o coitado tem de aguentar um tijolo a mais nessa construção de uma imagem que não corresponde à realidade. Barrichello pode não ser o melhor piloto do mundo, está longe disso, mas é um dos bons dos últimos anos, como outros tantos. Nem muito mais, nem muito menos. Não estaria há tanto tempo correndo se não tivesse qualidades.
Quando parar, muito provavelmente sem ter sido campeão, terá para sempre colado na testa o rótulo de cagado, azarado, lento, o que for. Pode agradecer à TV por isso. Foi ela que, nesses anos todos, disse ao Brasil que Rubens era algo que nunca foi. Talvez ele nunca entenda isso, até porque adora ser bajulado pela Globo, com seu pseudo-jornalismo esportivo meloso, ufanista e cascateiro. Mas é assim.
Quando estava escrevendo mais um dos meus posts de ataques gratuitos ao SCRUM, resolvi observar como algumas empresas, em geral as grandes, adotam novas tecnologias de engenharia de software. Especialmente porque a sensação que fica é de que alguma coisa é feita porque está na moda ou porque os concorrentes adotaram a tecnologia e "não pode-se ficar para trás nessa área".
Depois de dar uma viajada para fora do Brasil pude observar algumas nuances interessantes que só acontecem de certa forma aqui. Em geral a pessoa que tem responsabilidade por um software ou é o lider de uma area de software não tem formação em computação. Note que eu não me refiro a ser bacharel em computação, me refiro ao fato da pessoa nunca ter feito nada além de usar um computador. Fazer um programa é muito além de usar um computador.
Agora vem o segundo ponto, que vou chamar de Gerenciamento de Projetos orientado a Santo Expedito, vulgo o santo das causas impossíveis. Basicamente quem não conhece desenvolvimento de software a fundo, não tem a noção de dificuldade real de se fazer uma nova funcionalidade, tão pouco de como isso afeta a moral de quem tem que fazer o papel de Santo Expedito.
Onde entra o SCRUM nisso tudo? Hoje eu vejo mais SCRUM como um movimento de defesa dos programadores, e não uma linda escola de engenharia de software. O que tem acontecido, inclusive em casos que eu estive presente é a "meia" adoção do SCRUM, que na pratica quer dizer que a empresa vai pegar o que ela acha interessante para ela, e o resto continua na mesma situação. Na pratica quer dizer que o SCRUM é um alivio temporário na moral dos funcionários, e que até a proxima "revolução" se instaurar eles estão ferrados.
Depois de ler um bocado sobre SCRUM, XP e outras tranqueiras lean, vejo que o que vende mesmo o SCRUM para a turma que assina os papeis, é que SCRUM vem da Toyota, e que a toyota é a maior fabricante de carros do mundo. E que software é "juntar pedaços".
Software de fato é juntar pedaços, é sim. Por isso temos bibliotecas, e especialmente a CPAN da Perl é linda. Mas um software não difere para o cliente final apenas em cor, acabamento e motor. A personalização do software é algo que vai alem de estética e características. Ela envolve funcionalidade. É como se a Toyota eventualmente fabricasse carros com 5 rodas, ou sem portas. E qualquer pessoa que conhece a linha de produção de um carro, sabe que é impossível fazer isso sem construir uma nova linha. Caro gerente de projeto Santo Expedito, bem vindo ao mundo real.
Eu trabalhei em 5 ou 6 empresas, sendo nas duas ultimas 3 anos em cada, e nesse tempo não peguei um RH de empresa minimamente parecido. Isso quer dizer que se você tem uma centena de bibliotecas (peças) de RH não vai conseguir fazer um software de RH funcional juntando peças para determinada empresa. E é exatamente essa a diferença, um trabalhador de linha de produção jamais poderia adaptar um eixo novo num carro, coisa que os programadores fazem TODO o santo dia.
Quando você vê exemplos de SCRUM que deu certo, XP que deu certo, WaterFall que deu certo, na verdade você tinha a equipe boa. Uma equipe boa vai terminar um software, com scrum, sem scrum ou apesar do scrum. Uma equipe boa, boa que se preze, não tem um líder orientado a Santo Expedito.
Saindo um pouco do mundo de carros, alguém conhece algum chefe de ala, ou responsável por hospital que não seja medico? Não né, ainda bem. Se você por acaso conhece deixe ai nos comentários para eu saber onde não ir na próxima vez que ficar doente. A equipe do líder ao mais inexperiente programador tem que conhecer o que estão fazendo.
Regulamentação de Informática
O exemplo do hospital é um clássico exemplo dos manés que defendem a regulamentação da área. Em geral quem defende a regulamentação da área também é alheio ao que acontece em tecnologia em geral, porque se não fosse saberia que um programador não se cria em faculdade. Por acaso um dos melhores programadores que eu conheço é medico.

De fato sinceramente não sei precisar o que define um programador, isso porque faz 8 anos que eu trabalho com "carteira assinada" na área. Minha analogia para isso é como Inteligência Artificial, de fato não existe uma definição exata e formal para inteligência artificial. Em geral técnicas de inteligência que viram produtos e são bem conhecidas ganham status de algoritmo. Posso dizer sem medo que da galera que estudou comigo na faculdade, uns 10% se tornou programador, sendo que provavelmente o mais bem sucedido saiu da faculdade no 4. ano.
Aprendi C, Fortran e Matlab na faculdade, e resolver eventualmente equações diferenciais de n tipos. O maximo que eu fiz na minha vida profissional foi resolver umas integrais meia boca, e programar em C e Perl. A maioria dos meus amigos trabalha com Java ou .NET. Até onde eu sei vai sair .net novo, e o java atual é bem diferente do velho 1.4 que eu usava nos tempos de faculdade.
Sinceramente, como você pode regulamentar algo caótico nesse nível? A resposta é a mesma do texto sobre scrum acima. E leva a conclusão bem simples, e que pouca gente leva a serio:
"não se pode controlar o que não se entende."
Como formar programadores e lideres de programadores fica para outro post. Mas esse papo que é dificil achar bons profissionais e que tem que regulamentar tudo e enchar de normas é tapar o sol com a peneira. Cedo o tarde isso vai se voltar contra você.