Planeta Perl-Br

February 07, 2010

Frederico

Software do Armageddon

As vezes eu ainda me assusto com as coisas que acontecem em engenharia de software. Há muito tempo atrás, quando comentarios em blogs eram novidade, eu tinha assinado um serviço gratuido chamado haloscan. Basicamente ele provia um javascript para ser colocado na pagina e assim voce usava o esquema de comentarios deles. Isso foi em 1998 mais ou menos.

Nessa semana eu recebi um email que me assustou, a primeira coisa que eu pensei foi "sorte que esses caras não trabalham com usinas nucleares...".

Screen shot 2010-02-07 at 5.49.50 PM.png
Como assim "The Haloscan hardware AND software is physically failing".  Juro que não consigo imaginar o que seria um erro fisico de software. Provavelmente eles tem um problema muito grande, seja de dinheiro, hardware ou código porco. Sinceramente não importa muito o que seja, com um email desses se eu pudesse eu anotava o nome de cada um que trabalhou lá e colocava numa blacklist. 

Eventualmente eles podiam dizer, "olha, estamos falidos, vamos fechar".  Pode se trocar o hardware, pode se dar update no software.  Que seja. Mesmo se eles tivessem perdido o backup e o programa estivesse corrompido na memoria, ainda assim dava para fazer coisa melhor, nem que fosse fechar o serviço e ficarem quietos.

No fim existe a opção de exportar seus dados ou migrar pra a echo. Se eu tivesse um volume grande de comentarios, eu iria confiar em alguma coisa que está falhando fisicamente o software e  o hardware?  


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by Frederico Recsky at February 07, 2010 05:06 PM

February 02, 2010

Maluco

O que é pirataria para você ?


O livro, como um livro, pertence ao autor, mas como um pensamento, ele pertence - a palavra não é tão vasta - à humanidade como um todo. Todas as pessoas possuem este direito. Se um desses dois direitos, o direito do escritor e o direito do espírito humano, tiver que ser sacrificado, certamente o direito do escritor seria o escolhido porque o interesse público é a nossa única preocupação, e todos, eu vos digo, devem vir antes de nós."

-- Victor Hugo, Discurso de Abertura do Congresso Literário Internacional de 1878.

Você provavelmente já locou um video, colocou no teu aparelho de DVD e ele começou com uma propaganda do estilo "Amigão, se você baixar um filme da Internet, você será um mal exemplo para seus filhos e estara cometendo um crime grave!" -- Você esta cometendo uma violação das regras que a sociedade (mercado ? estado ? leis?) considera indispensáveis à sua existência, e na maioria das insinuações insanas, você é pior do que um ladrão --.

Vocês já refletirem sobre isto ? Pense bem... Este comercial é elaborado por quem ? Esta lei foi elaborada por quem ? Resposta única: Intermediários. Não pense você, que você esteja afetando o criador da obra !

Mas, o que eu quero dizer ? Ah, baixar filmes da Internet é legal ? Sim, é um direito de todos, assim como livros, revistas, músicas e etc... Mas, e se eu comprar filmes no centro da cidade ? Opa! Aí você estara errado na minha opnião, pois uma coisa é a exploração comercial do conteúdo, a outra é a divulgação dele. Capiche ?

Você já se imaginou um autor de um livro, de um filme, de um software, de uma música ... Qual seria seu melhor plano ? Posso apostar que reproduzir isto para um grande número de pessoas !

O grande problema de leis como propriedade intelectual, patentes e domínio público são elaboradas para os intermediários e seus mercados podres.

Ok, você deve estar começando a acreditar que sou algum tipo de fanático.. Eu sou a favor de um sistema regulamentado, sobre uma licença justa para o seu criador e seus consumidores, e pode acreditar... para os intermediadores.

Os intermediadores tem um papel fundamental neste processo, mas não devemos esquecer dos valores de uma sociedade e ficarmos desvairados. Acredito que deva existir um beneficio de exploração comercial sobre uma determinada obra, mas ela deve ser limitada, hoje é uma inépcia... uma empresa que faz esta intermediação pode ter em média a obra para a exploração comercial via monópolio legal por cerca de 70, 100 anos...  Isto é justo para eles ? Até demais... e para sociedade ? e para o criador ? Não !

Deve haver um parâmetro melhor do que os existentes, uma boa sugestão é o "manifesto do domínio público" elaborado pela "Communia", rede temática da União Européia sobre o assunto, no qual é muito recomendada a leitura para os interessados.


"Nossos mercados, nossa democracia, nossa ciência, nossas tradições de livre de expressão e toda nossa arte dependem mais fortemente de um material disponível livremente em Domínio Público do que de obras protegidas por direitos patrimoniais. O Domínio Público não é um resíduo deixado para trás quando todas as coisas boas já foram tomadas pelo direito de propriedade. O Domínio Público é compõe a estrutura que suporta a construção da nossa cultura. Ele é, na verdade, a maior parte da nossa cultura."

-- James Boyle, O Domínio Público, p.40f, 2008


Um ponto importante para esclarecer, é que muitos acreditam que neste modelo a renda de conteúdo compartilhado pode gerar prejuizos para os intermediários e os investimentos diminuirem, mas pense na concorrência aberta que poderia gerar também entre os criadores, eles também poderiam ser mais importantes para o negócio e consequentemente serem mais valorizados.

Hoje, acontece que a relação sobre o criador esta cada vez mais dependente de seus medianeiros e a sociedade subordinado aos intermediadores para serem considerados "criminosos" ou "não".

REFERÊNCIAS:

http://culturadigital.br/

http://communia-project.eu/

by Thiago Rondon at February 02, 2010 04:04 AM

February 01, 2010

Maluco

Obama planejando uma revolução sobre as informações do governo.

O presidente dos Estados Unidos esta prestes a viabilizar uma tendência muito produtiva para a sociedade americana e que poderá virar referência para outras sociedades. Na sua campanha foi muito divulgado sobre um governo "aberto" e transparente, ou seja, oferecer informações sobre o governo de forma mais eficiente e prática.

A medida no papel é muito "subjetiva" no seu documento original (vide REFERÊNCIAS), não é ainda uma proposta que podemos dizer se vai funcionar ou não, mas o objetivo já é um passo positivo em relação a informações entre governos e sociedade.

Mas afinal, como ele vai executar este plano ? Ele irá oferecer isto no modo de "API", ou seja uma "interface de programação de aplicativos", onde o objetivo é oferecer de forma "fácil" informação para as "três partes" -- civis, grupos da sociedade e ativistas ou lobistas --. Com este tipo de acesso será fácil a criação de serviços mashup, ou seja uma aplicação que poderá ser mais completa utilizando informações do governo e outras disponíveis na rede mundial, criadas por organização de outras partes.

Na maioria dos paises (inclusive nos Estados Unidos e no Brasil) já existem grupos da sociedade, principalmente alunos de univerisades no qual desenvolveram aplicativos para buscarem informações do governo em suas páginas confusas e criarem um modo mais simples de visualizar estas informações.

Esperemos que com esta medida de oferecer informações através de APIs, as informações não sejam mais compiladas apenas pelo governo ou por um grande esforço de um grupo de pessoas dentro da sociedade como hoje, mas que com o acesso de forma segura e simples o governo ficará mais perto de seu povo, pois ele poderá organizar as informações como queiram.

Eu apoio este movimento, e espero que isto também ocorra no Brasil.

REFERÊNCIAS:

http://www.fas.org/sgp/obama/opengov.pdf


by Thiago Rondon at February 01, 2010 01:49 AM

January 30, 2010

Maluco

Banda Larga pelo governo.

Para explicar este assunto, primeiramente tenho que dizer que sou totalmente contra o estado minimo por questões práticas, isto já explica o meu posicionamento em relação a oferecer acesso a informação para sociedade de forma inteligente, e principalmente que isto começe rápido, o número de pontos de acesso a Internet só cresce no Brasil nos últimos anos e isto já é de conhecimento de todos, porém esta havendo uma desaceleração bruta nos últimos 4 anos no crescimento por questões relacionadas ao desenvolvimento do estado.

Por isto é de vital importância o governo começar a criar um plano para isto, e já foi criado (por enquanto é um projeto de "patrocínio" do governo para as teles lucrarem). Eu resolvi efetuar a leitura esta semana sobre o projeto do ministro das comunicações Helio Costa para o plano nacional de banda larga, é uma lástima.

O ministro estabelece metas para 2014, 30 milhões de acesso à Internet pela rede fixa e 60 milhões por rede móvel, hoje nos temos cerca de 10 milhões (fonte: http://www.internetworldstats.com/sa/br.htm) de pontos de acesso para banda larga.

Apenas sobre a meta, podemos efetuar a primeira grande critica em relação a "60 milhões por rede móvel", é uma visão miope do plano do ministro, pois é de conhecimento de todos que existe um problema em relação a tecnologia, oferecer acesso via tecnologia 3G por exemplo é caro e não é um plano a longo prazo, primeiramente por que existe a limitação da velocidade nesta tecnologia, e que ela ainda esta em evolução, ou seja, é natural que existe uma troca de tecnologia no futuro (como por exemplo para 4G) e o custo da troca seria muito caro.

Uma tecnologia que já existe há anos, é segura e com certeza vai durar, é a fibra ótica. Governos como da Austriália que irá levar acesso via fibra para 90% da população com a velocidade de 100Mbs até 2017 e os outros 10% via rádio devido a caracteristica do territorio, possui um plano "sensato" e "inteligente". Paises como Alemanha, Estados Unidos, Portugual, França, Irlanda, Espanha, Cigapura e todo o mundo, já estão com metas e parametros como a velocidade.

Este é um plano que falta ser escalável. O documento produzido pelo governo, não faz menção alguma a velocidade que será oferecida, e isto faz toda diferença para se analisar se o plano é bom ou não, e o quanto será investido. Não entendi nas pouco menos de 200 páginas do documento, como eles falam sobre o quanto será investido sem saber "o que é exatamente".

Existe um problema ainda maior. 70% do investimento será bancado pelo governo para a implementação do plano, porém quem irá "lucrar sozinho" será as teles. Sou a favor, da criação de uma empresa estatal para oferecer este serviço, pois não faz sentido o governo gastar e efetuar esta "doação" para as teles.

Em resumo, o senhor ministro precisa melhorar este plano, especificar a velocidade oferecida, e uma defesa para um plano de manunteção e inteligente a longo prazo em relação aos pontos de acesso.
 
* REFERENCIA:

http://www.mc.gov.br/helio-costa-apresenta-ao-presidente-subsidios-para-o-plano-nacional-de-banda-larga/
 

by Thiago Rondon at January 30, 2010 07:48 PM

January 27, 2010

Donato

Acompanhando o lançamento do iPad


Hoje experimentei a ansiedade e expectativa do lançamento do tablet da apple, o iPad. Acompanhei a cobertura em tempo real através do blog ao vido do Gizmodo.

Achei bem bacana a cobertura, bem espertos os comentários e ultra-frenético o maldito repórter, que conseguia escrever e tirar fotos e ficar de queixo caído ao mesmo tempo, e pobre de mim, nem suportava acompanhar.

by Donato Azevedo (noreply@blogger.com) at January 27, 2010 09:35 PM

Mostra de Cinema de Tiradentes II

Após o filme Insolação o combinado era irmos para casa, se arrumar e sair para jantar e pegar o show das 0h30m. Massss.... caiu um pé d'água digno de terras paulistanas, donde tudo se-alaga-se, e ilhamo-nos na tenda, só para percebermos que iria começar mais uma sessão. Obviamente, por motivos climáticos, a fila para este longa era parca e logramos entrar e arranjamo-nos em assentos laterais, bem à frente de telona.

O filme Cabeça a Prêmio de Marco Ricca (debutando como ex-ator da globo) não me apraziu e logo minha cabeça voltou ao filme anterior. Tenho alguns motivos para não ter gostado do filme:
- personagens mal construídos
- falta sentimento e emoção aos personagens
- má trilha sonora
- grande aparência com uma novela X da globo

mais amanhã!

by Donato Azevedo (noreply@blogger.com) at January 27, 2010 09:30 PM

Mostra de Cinema de Tiradentes

seguem minhas abreviadas impressões do que foram os 3 dias de mostra dos quais tive o privilégio de participar.

Posto que a viagem se negou a durar mais que o previsto (4 horas) e que o sonhado (2 horinhas e meeeeia) para se delongar por gostosas 7 horas de ônibus convencional, perdi a exibição do filme de abertura. porém conheci algumas garotas no ônibus, cujos nomes todos não me recordo mais. simpaticíssimas, no entanto.

o show de entrada foi bacana, apesar de eu não conhecer entre 80% e 90% das canções (ela tocou nelson cavaquinho: o espinho e a flor; e outras 9 toadas que nunca me chegaram aos ouvidos antes). A banda/projeto/sei-lá se chama Canto de Casa - Livia Lucas

às 3am chegaram meus digníssimos convidados "cariocas" (um mineiro, um paulista, um paulistano e uma catarinense). E nos ativemos a tomar umas e outras enquanto passeávamos de canto em canto da bela e bucólica cidade de tiradentes. yata yata yata chegamos em casa as 5am.

O segundo dia começou cedo, porquanto tive de comprar-me passagens de volta a casa em Sao Joao Del Rey (malditas viações interioranas que se renegam a vender pela internet)

com 4 horas bem dormidas fui-me de condução coletiva até a pouco charmosa cidade de SJDR (sinceramente, galera de São João, aquilo é uma cidade histórica? requisito uma guia turística para provar-me errado) onde comprei a passagem, tomei uma coca de garrafa e olhei muito para o nada.

voltado à apaixonante (não, não medirei adjetivos à cidade, amo-a mesmo) cidade de tiradentes, acordei o restante da comitiva e desandamos a caçar-nos algo de ocupar o tempo. Mas o tempo com seus viéses, bem, digamos temporais, nos desfalcou de um ressacado e um dorminhôco.

Fomos à cachoeira próxima à cidade. Refrescado e cheio de fotos, que posto depois, voltei para a cidade para saciar a fome e, quiçá, pegar um filminho.

Almoçamos, pegamos uma fila de respeito na tenda e vimos nosso primeiro longa: Insolação, de Felipe Hirsch. Eu, particularmente achei muito bom. brilhante. Mas como fui lembrado, eu sempre me sinto assim com expressões autobiográficas, cheias de catarses. Esse eu quero ter. Quero até o roteiro. Quero decorar trechos e repetir em voz baixa no ônibus, indo pro trabalho, pra todo mundo me achar maluco.

afe, tenho fome, depois continuo.

by Donato Azevedo (noreply@blogger.com) at January 27, 2010 09:18 PM

January 26, 2010

Maluco

A doença no sistema de patentes.


Sistema de patentes pode ser resumido como o privilegio oferecido ao autor da invenção, no qual o estado concede -basicamente- ao "criador" a exclusividade de exploração comercial.

No mecanismo de mercado utilizado na maioria do mundo, precisamos oferecer o privilégio de monopólio legal para que o investimento criativo tenha lucro, além de se basear em ideias humanas simples, tais elas como "Se eu criei, é meu !", "Eu inventei, vou manter isto secreto até que esteja comercialmente protegido", e etc, etc.

Privilegiar o autor, o criador ou os investidores é extramamente necessário para evolução do conhecimento, a eficiência econômica e a investigação de desenvolvimento.

A diferença de leis sobre a exploração comercial de uma invenção varia entre os paises, com certeza por interesses próprios de cada estado principalmente, mas estas variações causam um retrocesso para os "criadores" na maioria dos casos e fortalecem um novo mercado "confuso" para gerenciar estas patentes.

Um criador sabe que sua nova invenção pode ser fruto de outras descobertas e com esta falta de padrão em relação a concessão do privilegio, podem gerar gastos desnecessários para seus investidores, além de poder inviabilizar a criação, o que é mais perigoso.

Além do aumento de recursos para viabilizar de forma 'correta' uma invenção, o mercado de patentes pode causar um danos contra os interesses da sociedade, e a favor das empresas que trabalham no ramo.

Ou seja, uma determina empresa pode patentear uma nova descoberta e deixar que ela seja utilizada por todos seus concorrentes como estrategia comercial, independente se esta nova descoberta pode ser para o bem da sociedade, além do monópolio da invenção, existe a brecha para o monópolio do ramo.

Os americanos Elinor Ostrom e Oliver E. Williamson conquistaram o Prêmio Nobel de Economia 2009, com o tema governança econômica, que é a maneira como a autoridade é exercida em empresas e sistemas econômicos,  um ano após o agravamento da crise econômica internacional.

A Academia Sueca citou a importância de Elinor "por sua análise da governança econômica", dizendo que seu trabalho demonstrou como a propriedade comum pode ser gerenciada com sucesso por associações.

Elinor Ostrom desafiou o conhecimento convencional com estudos demonstrando que propriedades administradas por usuários, como áreas madeireiras e ativos de pesca, eram frequentemente melhor administradas do que as teorias padrão previam.

A visão anteriormente aceita era de que a propriedade comum era mal gerenciada e deveria ser centralmente regulada ou privatizada.

Por isto que soluções como Lawrence Lessig, um dos fundadores do Creative Commons e professor de direito na faculdade de Stanford são reconhecidas hoje como alternativas a mercados que se baseam em criar riquezas com o processo de patentes.

Isto prova que uma análise econômica pode trazer mais clareza para a maioria das formas de organização social, e que devemos nos atentar as questões de valores e principios em uma sociedade. Valorizar o que realmente o é de utilidade para evolução da sociedade, e não mercados que são criados para atrapalhar a evolução e manter um monopolio perigoso.

 

by Thiago Rondon at January 26, 2010 03:41 PM

January 24, 2010

Maluco

Cota racial nas universidades é importante para o Brasil ?


MOTIVAÇÃO


Ontem em casa e com amigos discuti ferverosamente por horas sobre a questão, e estou elaborando o primeiro rascunho das minhas conclusões aqui.

O QUE SÃO ?

Uma AÇÃO AFIRMATIVA significa que é uma medida temporaria elaborada pelo governo com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas. Portanto, elas visam combater este efeito acumulado em virtude das discriminações ocorridas no passado.

A justificativa do sistema de cotas  é que certos grupos especificos, em razão de algum processo histórico depreciativo, teriam maior dificuldade para aproveitarem as oportunidades do mercado, e consequentemente serem DISCRIMINADOS nas suas INTERAÇÕES com a sociedade.

Historicamente no Brasil, podemos atribuir que este tipo de estudo por parte do governo se iniciou no mandato do Fernando Henrique Cardoso, no ano de 1995 pelo 'GTI' - Grupo de trabalho Interdisciplinar.

No Brasil, a DISCRIMINAÇÃO POSITIVA teve na constituição sua primeira lei criada para reservar um percentual de cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência.

Isto marcou no Brasil, o primeiro inicio de reserva de vagas para um grupo especifico, logo depois, no ano 2000, o Rio de Janeiro adotou cotas para 50% das vagas a universidades estaduais para estudantes das redes publicas e municipais.

A lei criada em 2004 institui o sistema de cotas para estudantes denominados "negros" ou "pardos", com um percentual de 40% das vagas de universidades estaduais do Rio de Janeiro.

Outras universidades aderiram ao sistema por conta própria, como a UNB (Universidade de Brasilia) e a UNEB (Universidade do estado da Bahia) tendo como criterios os indicadores socio-economico, ou cor ou "raça" do individuo. 

Outro exemplo de uma ação afirmativa é a sobre a nossa constituição no que se refere a igualdade (baseada na francesa), que diz "homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações nos termos desta constituição", porém por motivos culturais e historicos, o governo decidiu estabelecer uma ação afirmativa em relação as aposentadorias, onde as mulheres tem um tratamento diferenciado, em cargos no legislativo onde por exemplo 20% das vagas devem ser preenchidas pelo sexo feminino e tantas outras cotas reservadas para elas, e esta é uma medida que pretende ser "TEMPORAL", pois sabe-se que históricamene as mulheres tem uma "vida recente" no mercado de trabalho e é necessario este amparo para conseguir se estabelecer de igual para igual com o sexo masculino. As cotas para as mulheres nos cargos públicos é adoatado desde de 1995, e vem surtindo resultados no qual se você acompanhar pode ser que esta ação caia em 15 anos.

IMPORTÂNCIA DA DISCUSSÃO

Provocar esta discussão já é um tanto válido para sociedade, sem esta ação "polêmica" talvez a sociedade nunca iria refletir da forma que esta sobre a questão, a evolução deste debate é que independente do ponto de vista, o objetivo de ambos os grupos (favor e os contras) é atacar o problema na base, o que difere é o 'timing' basicamente.

ARGUMENTAÇÕES CONTRA  >>

As cotas raciais não é a solução para consertar a história cometendo outro "erro", e o principal motivo é que se deve atacar o problema pela base, e não pelas consequencias, ou seja, o investimento e o plano deve ser na base fundamental e não na universidade, pois desta forma você esta gerando um novo problema, no lugar de resolver.

Existem muitas falhas para definicação se uma pessoa é de cor 'negra' ou não, um caso famoso que ilustrou este problema foi em 2007 na Universidade de Brasilia, no qual dois irmãos gêmeos univitelinos foram classificados como sendo de raças diferentes.

ARGUMENTAÇÕES À FAVOR >>

O Brasil tem uma história de divida com vários grupos na sociedade, se destacando porcentuamente ao grupo dos negros, devido a herança de desigualdade, racismo que transcorreu por toda sua história e acabando pela lei há não mais do que 20 anos.

A falta de recursos para a inclusão deste grupo na sociedade é um problema grave, pois podemos atualizar a lei e dizer que todos são iguais hoje, mas históricamente eles nunca tiverem amparo para conquistar esta igualdade na prática, principalmente no mercado de trabalho, ou seja os "não-negros" começaram com o histórico de educação, saúde e oportunidades, e os negros começariam ali a sua historia.

IGUALDADE é muito importante, porém estes reparos devem ser feitos para que a igualdade EXISTA DE FATO, sem uma ação afirmativa é praticamente impossivel mudar isto, vide historicamente ações afirmativas executada pelos Estados Unidos e na Europa.

O sistema de cotas deve ser uma AÇÃO AFIRMATIVA, deve ser aplicada por um tempo DETERMINADO, é só surtir efeito com uma AÇÃO EM CONJUNTO, atacando o problema na sua raiz, via de regra nenhum problema foge da deficiência das estruturas de BASE, como educação, distribuição de renda, falta de oportunidade e etc.

Sem a intervenção do estado, é impossivel atingir graus de INCLUSÃO RACIAL maiores, para muitas pessoas poderiamos esperar cem anos para fazer isto, pois só se resolve se atacando a base do problema, ou seja, se CONTINUAR COMO ESTA é melhor, pois só executar da forma "100% JUSTA", é que vale apena, este é um tipico caso da diferença entre o cowboy e o cientista, da pratica e da teoria, e etc, etc...

Melhorar o ensino fundamental no Brasil é FUNDAMENTAL, porem é conhecido o problema de viabilização politica de todo o ensino fundamental hoje, alguns estados como São Paulo já estão mudando muito com ações eficazes para isto, porém esta mudança com otismo deve demorar no minimo 20 a 30 anos.

Mudar o ensino fundamental no Brasil todo deve ser uma prioridade CONSTANTE nos próximos mandatos de nossos governantes, porém a sociedade precisa efetivamente cobrar, por que dificilmente um governo só conseguirá reverter este efeito pelo tempo em relação ao tamanho do problema que hoje é.

O que se deve atentar não é à igualdade perante a lei, mas o direito à igualdade mediante a eliminação das desigualdades, o que impõe que se estabeleçam diferenciações específicas como única forma de dar efetividade ao preceito isonômico consagrado na Constituição.

Não deixe de ler um manifesto criado por vários intelectuais chamado "Manifesto em favor da lei de Cotas" no qual você pode ler uma cópia dele aqui:

http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&task=view&id=430&Itemid=82

Um trecho (último paragrafo) do manifesto:

"Rejeitar simultaneamente a Lei de Cotas e o Estatuto da Igualdade Racial significa aceitar a continuidade do quadro atual de desigualdade racial e de genocídio e adiar sine die o momento em que o Estado brasileiro consiga nivelar as oportunidades entre negros, brancos e indígenas, momento esse que pode tardar, quem sabe, mais cem anos. Por outro lado, são os dados oficiais do governo que expressam, sem sombra de dúvida, a necessidade urgente de ações afirmativas: ou adotamos cotas e implementamos o Estatuto, ou seremos coniventes com a perpetuação do nosso racismo e do nosso genocídio."


REFERENCIAS

DIEESE, MAPA DA POPULAÇÃO NEGRA NO MERCADO DE TRABALHO - http://www.dieese.org.br/esp/negro.xml

Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro - http://www.alerj.rj.gov.br/processo2.htm


MENSAGEM >>


E você ? O que você esta fazendo para contribuir com isto como cidadão ?



by Thiago Rondon at January 24, 2010 05:23 AM

January 21, 2010

FGlock

MiniPerl6 3.0 "Perlito" - Go lang, JVM backends

MiniPerl6 (mp6) is a subset of Perl 6, which was designed as a light bootstrapping language.

Changelog for version 3.0:

- Go language backend; using Go: http://golang.org/

- Java-class backend; using Rhino: http://www.mozilla.org/rhino

- util/mp6.pl - compiler command line script written in MiniPerl6

- new repository at http://github.com/fglock/Perlito

- new web page at http://www.perlito.org/ created by nferraz (Nelson Ferraz)

Enjoy!

- Flávio S. Glock (fglock)

by fglock at January 21, 2010 03:11 PM

December 03, 2009

FGlock

MiniPerl6 "Perlito" to Go language

I've been working on the "Go language" backend for Perlito miniperl6 for about 2 weeks now.

Yesterday I implemented functions and namespaces, and today I've got methods working. With some more work, Perlito should bootstrap in Go.

There is no command line script yet - I'm using this ugly line for tests (this compiles and runs the method tests):

$ perl mp6-go.pl < t/11-bind-method-param.t > x1.go && cat lib/MiniPerl6/Go/Runtime.go x1.go > x.go && time ( rm x.6 ; rm ./6.out ; 6g x.go ; 6l x.6 ; ./6.out )

New urls:

Perlito now has a site http://www.perlito.org, created and maintained by Nelson Ferraz (NFERRAZ).

Yesterday I created a github account. The new Perlito commits are now going to http://github.com/fglock/Perlito

by fglock at December 03, 2009 09:23 PM

November 05, 2009

Maluco

November 04, 2009

Maluco

Módulo XCAP::Client para Perl.


Começei o desenvolvimento do módulo XCAP::Client para Perl. Até agora, só existe módulos para as linguagens Python e Ruby.

O XCap é um protocolo que é executado utilizando o HTTP como plataforma, e permite que os clientes manipulem conteúdos baseado em presença (Presence Information Data Format - PDIF).

Estes documentos são armazenados em um servidor no formato XML, e podem ser resgatados, substituidos ou apagados pelo cliente.

Este módulo é para efetuar o trabalho do lado do cliente.

Os códigos fontes que estou gerando, estou colocando no github, segue o link:

http://github.com/maluco/XCAP-Client

by Thiago Rondon at November 04, 2009 03:16 AM

October 26, 2009

Maluco

WKHTMLTOPDF


Eu acabei de enviar uma versão inicial do WKHTMLTOPDF, este módulo é um simples wrapper para o programa wkhtmltopdf => http://code.google.com/p/wkhtmltopdf/.

A utilização do HTMLDoc é um pouco complicada, um dos maiores motivos é a falta de atualização a aplicação (desde de 2005), e a necessidade é utilizar um aplicativo que faça conversão de html para o PDF (por isto não utilizo módulos como o PDF::Reuse).

A ideia dele por enquanto é apenas ser um wrapper, mas tenho uma lista de afazeres como:

* Suportar repassar conteúdo para o módulo e não gerar um arquivo apartir de outro.
* Testes
* Verificação da versão do wkhtmltopdf.

Caso tenha interesse, veja o site do módulo no CPAN:

http://search.cpan.org/~tbr/WKHTMLTOPDF-0.02/lib/WKHTMLTOPDF.pm

by Thiago Rondon at October 26, 2009 03:15 PM

October 22, 2009

Maluco

O Encontro com Frederick Brooks.


Ontem foi realizado na IME-USP um encontro com o sr. Frederick Brooks, onde algumas pessoas se juntaram para ver este lendário homem falar sobre o planejamento de desenvolvimento de software.

O que mais me assustou foi a chegada, a organização nada cobrou, e ainda tinha suco e um bolo fantástico para comer, porém o número de participantes era pequeno, talvez 30 pessoas ? Repetindo, era gratuito !

Mas, quem é o sr. Frederick Brooks ? Ele é mais conhecido por gerenciar o desenvolvimento do sistema operacional OS/360 e depois escrito o livro "The Mythical Man-Month" e ele foi ganhador do prêmio Turing da ACM (o Nobel da Ciências da computação) em 1999 pelas suas contribuições marcantes à arquitetura de computadores, sistemas operacionais e engenharia de software.

Pessoalmente ? Um sujeito simpático, divertido, inteligente e extramamente ligeiro com seus pensamentos e suas falas. Com pensamentos atuais, construido há anos ou decadas atrás.

Sua palestra abordou questões sobre o desenvolvimento em uma equipe, uma aula tremenda de como não fazer e como fazer a coisa certa, utilizando pensamentos do teu livro publicado em 1975, porém no ambiente atual de desenvolvimento.

Aplausos.

by Thiago Rondon at October 22, 2009 04:03 PM

October 21, 2009

Maluco

Flavio Gomes: EM DEFESA DE BARRICHELLO


Fonte: http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/

SÃO PAULO (e chega) - De todas as pessoas que encontrei hoje, ouvi: "Esse Rubinho é um cagado, mesmo", "Puta azar deu o Rubinho", "Esse Rubinho é muito ruim", "O cara é muito azarado, tinha de furar um pneu?", "Esse cara é muito ruim, não vai ser campeão nunca", "Quando a gente mais espera dele, faz isso".

E algumas variáveis sobre o mesmo tema.

Eu já tinha dessa impressão, mas depois deste fim de semana, tenho certeza. O problema de Barrichello não é ele, não são seus carros, não são seus companheiros de equipe. O problema de Barrichello é a TV Globo.

E por que a Globo, e não toda a mídia? Porque não se deve ter nenhuma ilusão. A imensa maioria das pessoas no Brasil só se informa sobre F-1 pela Globo. "Se informa" é um eufemismo, melhor corrigir. Digamos que a cultura de F-1 que a imensa maioria das pessoas tem no Brasil vem daquilo que a Globo diz.

E a Globo só diz besteira. A cultura de F-1 do brasileiro médio é zero, talhada pelas cascatas globais.

Barrichello não fez nada de errado ontem, não errou ao tentar a pole com o carro mais leve, não teve azar nenhum, não foi cagado. Mas a histeria global, martelada dia após dia -- e quando a corrida é no Brasil, e ele está na pole, chega a ser quase uma lavagem cerebral, uma lobotomia --, faz com que o público aqui acredite que Rubinho do Brasil tem a obrigação de ganhar, e se não ganhar, das duas uma: ou sacanearam com ele, ou é um cagado que não tem mais jeito.

As pessoas veem uma corrida de F-1 aqui com zero de informação honesta. Ontem, depois de dez voltas já era possível afirmar que Rubens não venceria a prova. Simples: não abria de Webber e iria parar cinco voltas antes nos boxes. Cinco voltas, com um carro mais rápido e cada vez mais leve, seriam mais do que suficientes para Webber voltar à sua frente do pit stop. E Kubica, também. Ambos passaram.

Rubens apostou no clima instável de São Paulo, no que fez muito bem. Larga na pole, pula na frente, vai que chove no início, todos têm de parar, a vantagem do carro mais pesado é anulada. Ou, ainda: acontece alguma merda atrás dele, Webber se enrosca, Kubica bate, fica para trás, e a vantagem é igualmente anulada.

Mas há uma desonestidade editorial clara naquilo que a Globo faz, alimentando uma expectativa que não poderá ser cumprida. Porque corrida de carro é muito mais do que essa gritaria de "Vâmo, Rubinho!", "Não erra agora, Rubinho!", "Acelera, Rubinho!". Corrida de carro tem lógica, é matemática, e quem mostra um evento desses a milhões de pessoas tem a obrigação de ser honesto.

Porque se não for, as pessoas não têm elementos para entender a derrota. E se amparam na explicação que está à mão: o cara é cagado, dá azar, não vai ganhar nunca. Ou, ainda: furaram o pneu dele de propósito.

E, aí, vai-se criando a fama, dia após dia, de perdedor, azarado, cagado. Uma farsa, uma mentira. A TV mente o tempo todo. Foi assim nos anos pós-Senna, em que Barrichello, de Jordan ou Stewart, não tinha a menor chance de ganhar uma corrida, embora a TV dissesse o contrário. Porque corria contra Williams, Ferrari, McLaren, Benetton. Depois, na Ferrari, a venda de ilusões baratas era igualmente cruel, porque contra um piloto como Schumacher, Barrichello jamais seria campeão. Não seria porque Schumacher era muito melhor. Se eu for companheiro de Barrichello numa corrida de qualquer coisa, não terei chance alguma de andar na frente dele. Deem um kart para ele e outro para mim, e ele vai chegar na frente todas as vezes. Entreguem um Lada igualzinho ao meu, e não vou ser mais rápido que ele nunca, em nenhuma volta.

Mas a Globo vende a esperança, porque acha que as pessoas só vão se interessar por seu evento se houver a chance de um brasileiro vencer, mesmo se for uma mentira deslavada, como na maioria das vezes. É um engodo, e uma sacanagem com o piloto. A expectativa que se cria por seus resultados é criada na TV. OK, muitas vezes Rubens embarcou na onda, mas é o menor dos culpados.

Se a TV não se dedicasse tanto a iludir seus telespectadores tratados como otários, Barrichello não seria zoado como é há anos, pela Globo inclusive. Poderia conduzir sua carreira com mais tranquilidade e serenidade. Ele não tem a obrigação de vencer por ninguém, pelo povo, pelo país. Tem obrigação de trabalhar direito para quem lhe paga, e por ele mesmo.

Um dia depois de uma corrida normal, na qual fez o que podia fazer dentro dos limites de seu carro e de seu talento, o coitado tem de aguentar um tijolo a mais nessa construção de uma imagem que não corresponde à realidade. Barrichello pode não ser o melhor piloto do mundo, está longe disso, mas é um dos bons dos últimos anos, como outros tantos. Nem muito mais, nem muito menos. Não estaria há tanto tempo correndo se não tivesse qualidades.

Quando parar, muito provavelmente sem ter sido campeão, terá para sempre colado na testa o rótulo de cagado, azarado, lento, o que for. Pode agradecer à TV por isso. Foi ela que, nesses anos todos, disse ao Brasil que Rubens era algo que nunca foi. Talvez ele nunca entenda isso, até porque adora ser bajulado pela Globo, com seu pseudo-jornalismo esportivo meloso, ufanista e cascateiro. Mas é assim.

by Thiago Rondon at October 21, 2009 03:32 AM

October 20, 2009

Frederico

Desenvolver software é linha de produção?

Quando estava escrevendo mais um dos meus posts de ataques gratuitos ao SCRUM, resolvi observar como algumas empresas, em geral as grandes, adotam novas tecnologias de engenharia de software. Especialmente porque a sensação que fica é de que alguma coisa é feita porque está na moda ou porque os concorrentes adotaram a tecnologia e "não pode-se ficar para trás nessa área".


Depois de dar uma viajada para fora do Brasil pude observar algumas nuances interessantes que só acontecem de certa forma aqui. Em geral a pessoa que tem responsabilidade por um software ou é o lider de uma area de software não tem formação em computação. Note que eu não me refiro a ser bacharel em computação, me refiro ao fato da pessoa nunca ter feito nada além de usar um computador. Fazer um programa é muito além de usar um computador.


Agora vem o segundo ponto, que vou chamar de Gerenciamento de Projetos orientado a Santo Expedito, vulgo o santo das causas impossíveis. Basicamente quem não conhece desenvolvimento de software a fundo, não tem a noção de dificuldade real de se fazer uma nova funcionalidade, tão pouco de como isso afeta a moral de quem tem que fazer o papel de Santo Expedito.


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Onde entra o SCRUM nisso tudo? Hoje eu vejo mais SCRUM como um movimento de defesa dos programadores, e não uma linda escola de engenharia de software. O que tem acontecido, inclusive em casos que eu estive presente é a "meia" adoção do SCRUM, que na pratica quer dizer que a empresa vai pegar o que ela acha interessante para ela, e o resto continua na mesma situação. Na pratica quer dizer que o SCRUM é um alivio temporário na moral dos funcionários, e que até a proxima "revolução" se instaurar eles estão ferrados.


Depois de ler um bocado sobre SCRUM, XP e outras tranqueiras lean, vejo que o que vende mesmo o SCRUM para a turma que assina os papeis, é que SCRUM vem da Toyota, e que a toyota é a maior fabricante de carros do mundo. E que software é "juntar pedaços".


Software de fato é juntar pedaços, é sim. Por isso temos bibliotecas, e especialmente a CPAN da Perl é linda. Mas um software não difere para o cliente final apenas em cor, acabamento e motor. A personalização do software é algo que vai alem de estética e características. Ela envolve funcionalidade. É como se a Toyota eventualmente fabricasse carros com 5 rodas, ou sem portas. E qualquer pessoa que conhece a linha de produção de um carro, sabe que é impossível fazer isso sem construir uma nova linha. Caro gerente de projeto Santo Expedito, bem vindo ao mundo real.


Eu trabalhei em 5 ou 6 empresas, sendo nas duas ultimas 3 anos em cada, e nesse tempo não peguei um RH de empresa minimamente parecido. Isso quer dizer que se você tem uma centena de bibliotecas (peças) de RH não vai conseguir fazer um software de RH funcional juntando peças para determinada empresa. E é exatamente essa a diferença, um trabalhador de linha de produção jamais poderia adaptar um eixo novo num carro, coisa que os programadores fazem TODO o santo dia.


Quando você vê exemplos de SCRUM que deu certo, XP que deu certo, WaterFall que deu certo, na verdade você tinha a equipe boa. Uma equipe boa vai terminar um software, com scrum, sem scrum ou apesar do scrum. Uma equipe boa, boa que se preze, não tem um líder orientado a Santo Expedito.


Saindo um pouco do mundo de carros, alguém conhece algum chefe de ala, ou responsável por hospital que não seja medico? Não né, ainda bem. Se você por acaso conhece deixe ai nos comentários para eu saber onde não ir na próxima vez que ficar doente. A equipe do líder ao mais inexperiente programador tem que conhecer o que estão fazendo.


Regulamentação de Informática


O exemplo do hospital é um clássico exemplo dos manés que defendem a regulamentação da área. Em geral quem defende a regulamentação da área também é alheio ao que acontece em tecnologia em geral, porque se não fosse saberia que um programador não se cria em faculdade. Por acaso um dos melhores programadores que eu conheço é medico.


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De fato sinceramente não sei precisar o que define um programador, isso porque faz 8 anos que eu trabalho com "carteira assinada" na área. Minha analogia para isso é como Inteligência Artificial, de fato não existe uma definição exata e formal para inteligência artificial. Em geral técnicas de inteligência que viram produtos e são bem conhecidas ganham status de algoritmo. Posso dizer sem medo que da galera que estudou comigo na faculdade, uns 10% se tornou programador, sendo que provavelmente o mais bem sucedido saiu da faculdade no 4. ano.


Aprendi C, Fortran e Matlab na faculdade, e resolver eventualmente equações diferenciais de n tipos. O maximo que eu fiz na minha vida profissional foi resolver umas integrais meia boca, e programar em C e Perl. A maioria dos meus amigos trabalha com Java ou .NET. Até onde eu sei vai sair .net novo, e o java atual é bem diferente do velho 1.4 que eu usava nos tempos de faculdade.


Sinceramente, como você pode regulamentar algo caótico nesse nível? A resposta é a mesma do texto sobre scrum acima. E leva a conclusão bem simples, e que pouca gente leva a serio: 


"não se pode controlar o que não se entende."


Como formar programadores e lideres de programadores fica para outro post. Mas esse papo que é dificil achar bons profissionais e que tem que regulamentar tudo e enchar de normas é tapar o sol com a peneira. Cedo o tarde isso vai se voltar contra você.


by Frederico Recsky at October 20, 2009 03:25 PM